Construção ecoeficiente: como aliar desempenho e sustentabilidade

Entenda o que é construção ecoeficiente, as características das construções sustentáveis e algumas iniciativas de selos verdes no Brasil

Imagem: Photo Mix por Pixabay



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da Universidade Trisul

 

 

Cada vez mais o setor da construção civil tem buscado alternativas construtivas que sejam eficientes e que diminuam os impactos ao meio ambiente. Da junção destes objetivos tem crescido a busca por uma construção ecoeficiente. 

 

Para entender mais sobre este tema, neste post vamos explicar o que é construção ecoeficiente, as características das construções sustentáveis e ver algumas iniciativas de selos verdes no Brasil.

 

O que é ecoeficiência?

Antes de falarmos sobre construção ecoeficiente, é importante entender o conceito de ecoeficiência. 

 

De acordo com o Tribunal de Contas da União (TCU), o termo ecoeficiência surgiu em 1996, definido pelo World Business Council for Sustainable Development (Conselho Empresarial Mundial para o Desenvolvimento Sustentável - WBCSD) como a forma de produzir e fornecer bens e serviços competitivos no mercado com menor consumo de recursos naturais (água, energia, espaço físico, entre outros) e menor geração de poluentes. 

 

O objetivo é satisfazer as necessidades humanas e manter a qualidade de vida com um mínimo de alterações negativas ao meio ambiente.

 

Assim, os fundamentos da ecoeficiência são:

  • Minimizar: A intensidade de materiais dos bens e serviços; A intensidade energética de bens e serviços; O índice de dispersão de tóxicos.
  • Fomentar a reciclagem de materiais.
  • Maximizar a utilização sustentável de recursos renováveis.
  • Estender a durabilidade dos produtos.
  • Aumentar a intensidade de serviço dos bens e serviços.
  • Promover a educação dos consumidores para um uso mais racional dos recursos naturais e energéticos.

 

E a construção ecoeficiente?

De acordo com o Portal Techoje, a construção ecoeficiente emprega as técnicas da arquitetura bioecológica (ou bioarquitetura) e são, desde a sua origem, intervenções conscientes e planejadas. 

 

Desta forma, buscam satisfazer as necessidades humanas, ajustando-as às condições naturais do entorno, empregando de forma sustentável os recursos, gerenciando a sua procedência, seu uso, o destino dos resíduos gerados, sua reciclagem e, finalmente, buscando sempre preservá-los para as gerações futuras.

 

No Brasil, temos centros de pesquisas sobre a construção ecoeficiente. Uma delas é a Unidade Embrapii – Materiais para Construção Ecoeficiente, da Escola Politécnica (Poli) da USP, que atende todo o Brasil no desenvolvimento de soluções para o setor de construção. A unidade atua, especificamente, em soluções para diminuir o impacto ambiental e melhorar a ecoeficiência das habitações. 

 

A relação com as construções sustentáveis

O Ministério do Ambiente pontua que, atualmente, há duas tendências em relação ao tema "construções sustentáveis":

  • De um lado, representando o movimento contracultural, comunidades alternativas, ecovilas, ecovilas urbanas e centros de pesquisa de tecnologias alternativas pregam o resgate de materiais de construções e tecnologias vernáculas com a cultura dos biomateriais, com o uso da terra crua, da palha, da pedra, do bambu, entre outros materiais naturais e pouco processados.
  • De outro lado, no sentido mais utilitário, a indústria da construção aposta em "empreendimentos verdes", com as certificações, tanto no âmbito da edificação quanto no âmbito do urbano.

 

Em ambos os contextos é necessária a definição de normas técnicas para materiais construtivos inovadores de baixo impacto ambiental, pois diversos materiais genuinamente mais sustentáveis ainda não possuem seu uso regulamentado.

 

Principais aspectos das construções sustentáveis

Ainda de acordo com o Ministério do Ambiente, é possível considerar alguns aspectos em termos de projeto quando o objetivo é a construção de empreendimentos mais sustentáveis. E como aliar com a ecoeficiência? Por meio de construções competitivas em termos econômicos e atendendo às necessidades dos seus usuários e/ou moradores. 

 

Entorno 

Adaptação do projeto à topografia local; preservação de espécies nativas; traçados (ruas e caminhos) privilegiando o pedestre e o ciclista; acessibilidade universal; previsão de espaços de uso comum para integração da comunidade.

 

Edificação

Priorizar a ventilação e iluminação natural; aquecimento solar passivo (quando for o caso); coberturas verdes; acessibilidade universal.

 

Materiais de construção

Utilização de materiais disponíveis no local, pouco processados, não tóxicos, potencialmente recicláveis, dentre outros aspectos.

 

Energia

Priorizar o aquecimento solar de água; energia eólica para bombeamento de água; energia solar fotovoltaica, com possibilidade de se injetar o excedente na rede pública, evitando o uso de baterias.


Água e Esgoto

A utilização de dispositivos economizadores de água; tratamento adequado de esgoto no local.

 

Selos Verdes para as construções ecoeficientes no Brasil

Não existem selos tão amplos, mas existem iniciativas em relação a alguns aspectos para construções mais sustentáveis, dentre eles:

 

Procel Edifica

Criado em 2003 pelo Procel (Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica), o Procel Edifica (Programa Nacional de Eficiência Energética em Edificações) é um programa destinado à eficiência energética das edificações (EEE) e ao conforto ambiental (CA). 

 

Seu objetivo é reduzir em 50% o consumo em novas edificações e 30% nas que fizerem reformas levando em conta os conceitos de eficiência energética.

 

Selo Casa Azul

O Selo Casa Azul é uma iniciativa da Caixa Econômica e é voltado para empreendimentos habitacionais que adotam soluções construtivas eficientes aplicadas à execução das obras, ao uso, à ocupação e manutenção das edificações, objetivando incentivar o uso racional de recursos naturais e a melhoria da qualidade da habitação e do seu entorno. 

 

Os edifícios são classificados conforme o atendimento aos critérios vinculados à qualidade urbana, projeto arquitetônico, conforto ambiental, acessibilidade, eficiência energética, conservação de recursos materiais e naturais, gestão da água e práticas sociais, por exemplo.

 

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