Uso racional da água: como fazer projetos mais sustentáveis

Entenda o conceito de pegada hídrica e veja a importância de criar projetos mais sustentáveis em relação ao uso racional da água.

Imagem: Steve Johnson no Pexels

 

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Nas últimas décadas, os governos, a iniciativa privada e a sociedade civil têm buscado por soluções mais sustentáveis e que reduzam os danos à natureza.

 

E grande parte dessa preocupação está relacionada ao consumo mais consciente de água.

 

Assim, muitos projetos têm se preocupado em proporcionar soluções imobiliárias com um consumo de água mais sustentável.

 

Por isso, neste post vamos entender o conceito de pegada hídrica e ver a importância de criar projetos que favoreçam o uso racional da água.

 

Você já ouviu falar em pegada hídrica?

De acordo com a Comissão de Meio Ambiente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), dentre as diversas metodologias de avaliação de impactos humanos sobre os recursos hídricos, a pegada hídrica é um dos principais indicadores quantitativos do comprometimento direto e indireto de água em relação:

  • ciclo de vida de produtos; 
  • usuários;
  • empreendimentos;
  • empresas; 
  • cidades/países;
  • dentre outros.

 

O conceito foi desenvolvido em 2002 e vem sendo, desde então, aprimorado e difundido pelas mais diversas áreas. 

 

De forma mais objetiva, a pegada hídrica pode ser definida como “um indicador do uso de água que considera não apenas o seu uso direto por um consumidor ou produtor, mas, também, seu uso indireto”. 

 

A metodologia estabelece três tipos de pegada hídrica, cada qual relacionado a distintas maneiras de comprometimento de recursos hídricos:

  • Pegada hídrica azul (PHazul): água proveniente de uma bacia hidrográfica (superficial ou subterrânea), evaporada, incorporada a um produto ou retirada e devolvida a outro corpo hídrico. Relevante para agricultura, indústria e uso doméstico. A PHazul se refere à água “perdida” em determinado processo, geralmente por evaporação ou incorporação ao produto;
  • Pegada hídrica verde (PHverde): água precipitada, armazenada no solo, evaporada, transpirada ou incorporada pelas plantas. Relevante para produtos agrícolas, horticultura e florestais ou para a irrigação;
  • Pegada hídrica cinza (PHcinza): quantidade de água doce necessária para assimilar poluentes e atender aos parâmetros de qualidade da água. Considera a poluição de fonte pontual lançada a um curso de água doce diretamente ou indiretamente através de escoamento superficial ou lixiviação do solo. 

 

Desperdício de água no Brasil

E por que é importante entender a metodologia da pegada hídrica e levar em consideração alternativas menos impactantes nos mais diversos setores

 

De acordo com o Portal ClimaInfo, no Brasil, a cada 100 litros de água captada da natureza e tratada para uso humano, quase 40 litros perdem-se, seja por vazamentos na rede, fraudes, erros de leitura, assim como outros problemas.

 

Para termos uma ideia da dimensão, apenas no ano de 2018 o país desperdiçou 6,5 bilhões de metros cúbicos de água potável. Ou seja, o equivalente a 7,1 mil piscinas olímpicas cheias descartadas por dia (fonte: Trata Brasil e Water.org). 

 

Esse desperdício também traz impactos econômicos: as perdas econômicas decorrentes do desperdício de água foram de R$12 bilhões em 2018.

 

Algumas soluções para diminuir o consumo de água: projetos mais sustentáveis 

De acordo com o PNUD/Brasil é possível, a partir do cálculo da pegada hídrica, que incorporadoras, construtoras e clientes tomem decisões para aperfeiçoar seus projetos e compras e, assim, racionalizar o consumo de água. 

 

É possível que, no futuro, os empreendimentos sejam etiquetados quanto ao impacto sobre o consumo de água, a exemplo da etiquetagem já existente de equipamentos e edificações, que atesta o grau de eficiência no consumo de energia.

 

A seguir, algumas sugestões de como desenvolver projetos com um menor consumo de água. 

 

Tecnologias
O mercado disponibiliza diferentes tecnologias economizadoras de água como, por exemplo:

  • Torneiras e misturadores inteligentes (torneiras economizadoras);
  • Bacias sanitárias que realizam o controle de vazão.

Incorporar estas novas tecnologias nos projetos é uma boa forma de uso da água de maneira mais sustentável.

 

Soluções de reúso

De acordo com a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB), a reutilização ou o reúso de água ou o uso de águas residuárias não é um conceito novo e tem sido praticado em todo o mundo há muitos anos.

 

Assim, o reúso de água precisa ser entendido como parte de uma atividade mais abrangente que é o uso racional ou eficiente da água, o qual compreende também o controle de perdas e desperdícios, e a minimização da produção de efluentes e do consumo de água.

 

Com o uso de tecnologias, inovação e criatividade, é possível criar projetos mais racionais em relação ao consumo da água.

 

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