Como escolher o melhor ar-condicionado para o seu apartamento?

Eficiência, performance, tecnologia e design são os principais atributos desejados em aparelhos de ar-condicionado para apartamentos.

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Quem nunca quis um aparelho de ar-condicionado em sua própria casa que atire a primeira pedra. As elevadas temperaturas do verão fizeram com que o produto passasse de item de luxo para uma real necessidade, principalmente nesta época do ano. No entanto, se você mora em apartamento já deve ter ficado na dúvida se pode ou não instalar este tipo de aparelho.

Não há uma determinação específica que aponte para a permissão ou proibição da instalação de ar-condicionado em apartamentos. Portanto, o primeiro passo é verificar em seu próprio condomínio se há ou não uma restrição. Os principais pontos que podem dificultar a instalação são o conceito arquitetônico e estético da fachada do prédio – uma vez que não é permitido este tipo de interferência –, sobrecarga elétrica – especialmente em edifícios antigos – e gotejamento – que acaba afetando o andar de baixo da unidade habitacional em questão.

Vale dizer que, hoje em dia, algumas novas construções de empreendimentos residenciais já deixam a estrutura preparada para receber um determinado modelo do equipamento. De qualquer modo, além de se certificar de que seu condomínio permite esta instalação, é preciso contar com um profissional especializado para realizar o serviço.

 

Potência X necessidade

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Escolher a opção mais adequada para o seu apartamento não é tão simples assim. É preciso considerar muitas características e variáveis, que podem indicar o melhor modelo para o seu caso. Selecionar um aparelho com capacidade inferior ou muito superior ao necessário, por exemplo, pode representar desperdício de energia e um funcionamento inadequado.

“O primeiro aspecto que deve ser considerado é a capacidade de refrigeração do equipamento de acordo com as características do ambiente que se deseja condicionar. Assim, é preciso saber quais são as dimensões do cômodo, número de pessoas que, geralmente, utilizam o espaço, nível de insolação solar, entre outros dados”, informa Carlos Estevam, supervisor de produtos de Linha Branca da LG Eletronics.

A potência de refrigeração do ar-condicionado é obtida através do seu BTU (Unidade Térmica Britânica, em tradução livre). Quanto mais BTUs, maior sua potência. Ou seja, é preciso tomar cuidado para não adquirir um aparelho com baixa potência e tentar utilizá-lo em um ambiente espaçoso, que requer uma capacidade de refrigeração maior. Além de não conseguir um resultado satisfatório, o equipamento também vai trabalhar com um alto consumo de energia elétrica.

“Não basta o aparelho caber no orçamento para a compra e instalação, é preciso saber se a rede elétrica do imóvel tem capacidade para recebê-lo. A potência do ar-condicionado, diferentemente de outros eletroeletrônicos, costuma exigir um circuito independente ou ser determinante para constatar a necessidade de aumento de carga de energia elétrica junto à concessionária”, explica Antonio Maschietto, engenheiro consultor do Procobre – Instituto Brasileiro do Cobre.

O especialista ressalta que a falta de infraestrutura para instalação do ar-condicionado pode provocar choque e causar incêndios. “Respeitar os padrões de corrente elétrica do disjuntor e a bitola requerida para cada potência de ar-condicionado afasta o risco de acidentes. A recomendação é de que a instalação seja sempre realizada por profissional habilitado.”

A carga de energia elétrica recebida nos condomínios residenciais precisa ser compatível com as necessidades de consumo de eletricidade dos usuários. Caso contrário, é preciso solicitar a concessionária um aumento de carga de energia para que as instalações elétricas, que dependem de um funcionamento integrado, possam funcionar sem imprevistos.

“A necessidade de atualização da infraestrutura é mais recorrente em prédios antigos. Na época em que eles foram projetados, a demanda de energia requerida não previa o uso de aparelhos eletroeletrônicos com alta potência, como o ar-condicionado, nem a quantidade de equipamentos que usamos hoje em dia”, afirma Maschietto.

Vale lembrar que a norma técnica ABNT NBR 5410 diz que os aparelhos de ar-condicionado, independente da marca, requerem um ponto de força específico justamente para evitar a sobrecarga da rede elétrica.

 

Modelos

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Em relação aos modelos que estão disponíveis no mercado e voltados para o setor residencial, os preferidos são os Splits. O modelo é formado por duas partes conjuntas: a condensadora – que fica na parte externa do ambiente – e a evaporadora – que fica no ambiente a ser climatizado.

Hoje em dia, os Splits contam com muitos recursos tecnológicos, como conexão via Wi-Fi, que permite controlar o aparelho à distância por meio de um aplicativo, além de funções que tratam a qualidade do ar, retirando partículas e até mesmo vírus e bactérias dos ambientes. A tecnologia também ajuda a monitorar o consumo de energia.

“O Split só não é opção viável quando a construção tiver alguma restrição arquitetônica”, diz Nikolas Corbacho, gerente de marketing de produto da Midea Carrier. Existem locais que não permitem que a unidade condensadora fique aparente na fachada do prédio, enquanto, em outros casos, a condensadora pode ser instalada na varanda do apartamento, caso haja a estrutura.

O executivo ainda lembra que o consumidor pode optar por um Multisplit, que pode climatizar vários cômodos. “Este modelo usa apenas uma condensadora e conta com todos os recursos dos Splits”, completa.

É comum que os condomínios já deixem prevista em planta uma estrutura para a instalação de aparelhos do tipo Janela, modelo mais compacto que o Split. Para a instalação do modelo é necessário apenas que os apartamentos tenham um espaço na parede e uma tomada próxima. “A vantagem do modelo é a facilidade de instalação, que costuma ser menor”, afirma Nikolas. Vale lembrar que existem outros tipos de aparelhos no mercado residencial, como o ar-condicionado portátil e os cassetes.

Outro fator importante é a escolha de modelos de equipamentos que apenas refrigeram o ambiente e outros que refrigeram e aquecem. A vantagem dos modelos frio e quente é que podem ser usados para climatização tanto no verão quanto no inverno.

Os níveis de eficiência e performance do aparelho também são fundamentais se você deseja um desempenho sustentável. Prefira os aparelhos que tenham Selo Procel A com tecnologia inverter, que regula o fluxo de energia do sistema, alterando a velocidade do compressor e reduzindo automaticamente o consumo de energia elétrica quando não é necessária uma climatização muito alta. A economia de energia pode ser de mais de 70%.

Recentemente, a LG lançou modelos com a tecnologia DUAL Inverter. Carlos Estevam, supervisor de produtos de Linha Branca da empresa, explica: “O principal diferencial da tecnologia DUAL Inverter está no compressor que possui rotor duplo em todas as capacidades. O compressor é o coração do ar-condicionado e graças à estabilidade do rotor duplo em conjunto com o controle mais amplo da velocidade, garante maior desempenho que os produtos Inverter antigos”.

Outros recursos tecnológicos também são aliados na busca por conforto térmico e redução do consumo de energia. Alguns aparelhos possuem a função “Dormir”, que aumenta a temperatura selecionada em 1º C a cada hora, desligando automaticamente ao fim de sete horas. O timer também está presente na maioria dos equipamentos, onde é possível programar o tempo de funcionamento sem o risco de deixa-lo ligado por mais tempo do que o necessário.

 

Qualidade do Ar

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A manutenção preventiva do equipamento é a melhor forma de garantir a qualidade do ar do ambiente, assim como a limpeza periódica dos filtros. “Faz bem não somente para a saúde do morador, mas, também, para o seu bolso e funcionamento correto do produto”, afirma Nikolas Corbacho, da Midea Carrier.

É normal que os filtros acumulem sujeiras que podem obstruir a saída do ar e, consequentemente, exigindo mais energia para funcionar. É importante também realizar a troca dos filtros de ar periodicamente.

“Diferente do que se costuma pensar, excesso de umidade no ar é prejudicial à saúde, pois cria um ambiente favorável à multiplicação de mofo e bactérias. Com a manutenção adequada e correta limpeza dos filtros, os condicionadores de ar colaboram para o conforto sem prejudicar as condições de saúde do local, muito pelo contrário, garantindo um ambiente mais saudável”, ressalta Carlos, da LG.

 

Dicas para garantir a instalação e o uso corretos de aparelhos de ar-condicionado

  • Verifique a disponibilidade de instalação do ar-condicionado com a gestão do seu condomínio;
  • Escolha o modelo adequado de acordo com a capacidade do aparelho e necessidade de climatização do ambiente;
  • Realize a instalação com um profissional qualificado. O bom funcionamento do aparelho depende da sua correta instalação;
  • Siga as instruções do manual de operação e manutenção do aparelho;
  • A manutenção dos filtros deve ser feita uma vez por mês;
  • Para a higienização adequada, desligue o aparelho e, em seguida, desligue o disjuntor que alimenta energia para o produto. Limpe o filtro com água morna e detergente neutro. Esfregue delicadamente com uma esponja macia. Se a sujeira estiver difícil de sair, repita o processo até que ela seja completamente removida. Deixe o filtro secar a sombra e coloque-o novamente no aparelho da mesma maneira que retirou. Certifique que o filtro esteja bem seco antes de recolocá-lo no produto.

 

Conteúdo: VIBCOM